Segundo antigos manuscritos, a crença na sobrevivência da alma depois da morte do corpo teve origem há 4000 anos no norte da Índia, outras fontes dizem ter mais de 30 000 anos. A partir daí ter-se-á espalhado por toda a Ásia, Egipto, Grécia, Pérsia e China. Adeptos da reencarnação são também algumas tribos índias da América do Norte e alguns povos da América do Sul.
Foram inúmeros os defensores da reencarnação ao longo dos séculos, prolongando-se até ao presente. Entre eles Pitágoras, Platão, Giordano Bruno, Leonardo Da Vinci, Hahnemann, Antonie Mesmer, Voltaire, Benjamin Franklin, Kant, Allan Kardec, Henry Ford, Thomas Edison, o Dalai Lama e muitos outros. Na Europa do passado este foi um dos conceitos reservados apenas aos iniciados, pois a partir do Concílio de Constantinopla em 553 d. C, a Igreja Católica suprimiu por completo esta doutrina eliminando mesmo partes da Bíblia referentes à reencarnação. Foi imposto um regime de opressão durante dezoito séculos, pelo facto de que com a crença na reencarnação e ideias elevadas, a morte deixava de ser um motivo de terror e isso era um risco para o poder da Igreja. Criaram-se Dogmas que geraram obscuridade sobre os problemas da vida, provocando a dominação, ignorância, apatia e graves impedimentos à autonomia da razão humana e ao desenvolvimento espiritual da humanidade.
Em 1945 foram encontrados pergaminhos com evangelhos gnósticos comprovando a crença na reencarnação dos primeiros judeus e cristãos.
Aristóteles, inicialmente seguidor da filosofia de Platão começa uma era de cepticismo materialista, que influenciou a medicina e o pensamento até ao presente. No século XXI a reencarnação e outros fenómenos ainda não são aceites pela ciência por falta de provas. Porém, cada vez mais investigadores têm vindo a interessar-se pelo assunto e a comprová-la cientificamente, como o caso de Ian Stevenson, Denis Kelsey, Helen Wambach, Edith Fiore, Brian Weiss e muitos outros.
Na Terapia de Vidas Passadas o método mais utilizado é a hipnose, que deve ser utilizada como instrumento terapêutico por profissionais da área da saúde mental com a formação académica adequada e jamais deve ser utilizada por curiosidade. Este método utiliza a regressão de memória, que permite ao paciente superficializar ao seu consciente, acontecimentos traumáticos do passado recente ou remoto, que estavam arquivados ou bloqueados no inconsciente gerando distúrbios psicológicos ou problemas físicos. Deve-se ter especial consideração pelo aspecto ético, após a lembrança do erro cometido é necessário fazer o paciente compreender que a lei do carma (lei de causa e efeito) exige a reparação do problema. O paciente deve desenvolver em si mesmo as mudanças de comportamento para o processo de recuperação, racionalizando o trauma.
A lei do carma é o principio central da lógica da reencarnação, trata-se de uma energia composta de pensamentos, palavras e acções, que quando positiva, regressa sob forma positiva, se provocou mal aos outros voltará como adversidades. Essa lei explica a razão para uma criança nascer rica, outra pobre, uma com saúde e outra com uma doença terminal, assim como outros males: fobias, complexos, dependências, obsessões, bloqueamentos, problemas com relacionamentos. A alma reencarna continuamente até concluir o seu ciclo evolutivo.



















