segunda-feira, março 20, 2006

TÁBUAS DE GLOZEL

Tábuas de Glozel

Em Glozel foram encontrados uma biblioteca neolítica com mais de cem tábuas, com caracteres alfabéticos - o primeiro alfabeto conhecido. Utensílios de pedra fendida, maravilhosos calhaus gravados e artigos de olaria absolutamente únicos.

Só isso já causaria uma revolução na nossa história na medida em que esse alfabeto data de mais ou menos 7 000 A.C., ( o "início da história" - coincidente com o início da escrita - foi datado em 3 000 A.C...!?).Esses signos alfabéticos que estavam nas tábuas e nas peças de olaria provam indiscutivelmente que eles conheciam, além da escrita, a moldagem e a escultura.

O conhecimento dessas artes superiores supõe, a priori, conhecimentos subalternos como a alvenaria, a marcenaria a carpintaria, as ferragens e, naturalmente, o conhecimento do ferro. Evidentemente não se encontra metal pré-histórico, ou histórico, se formos considerar Glozel como seu marco inicial, pela simples razão de um instrumento de ferro não pode se conservar por senão 1000 anos...

Mas um factor se mantém: as tábuas encontradas foram feitas a temperaturas superiores a 600 graus centígrados, algo considerado impossível para a época. Portanto, os homens não poderiam inventar a escrita sem conhecer antecipadamente a fusão dos metais.Foram encontrados também utensílios de sílex, usados no período neolítico, no entanto, é curioso notar que o seu uso é excludente ao ferro, mostrando que a tecnologia da metalurgia era exclusividade de uma casta superior dessa sociedade que ainda adorava.

A Deusa Mãe, o primeiro ser celestial de todas as culturas, mas era tecnologicamente avançada. Essa exclusividade explica a não proliferação do ferro naquele região, como aconteceu em Tiahuanaco, na Bolívia.

Mas o que pode realmente ter acontecido com os homens de Tiahuanaco e de Glozel, é que eles se viam impotentes para transmitir os seus conhecimentos à massa humana, da mesma forma que os nossos físicos e biólogos, caso ensinassem os Zulus ou os Papuas.

Assim, surge uma pergunta sem resposta, ainda...de onde teria surgido esse conhecimento tão incomum para a época?

3 comentários:

Paulo Stekel disse...

Glozel é uma pequeníssima aldeia a sudeste de Vichy, na França. Em 1924, o jovem de 17 anos Émile Fradin, juntamente com seu avô, lavrava uma área de pastagem quando um dos animais que puxava o arado se atolou devido ao brusco afundamento do terreno. Ao desenredar o animal, Fradin constatou a existência de uma construção, afundada no terreno. Escavando, encontrou pedras assentadas, tijolos, cacos de cerâmica, uma tábua coberta de curiosos sinais alfabetiformes e alguns instrumentos de pedra.

Depois de décadas, uma parte do material de Glozel terminou por ser autenticado. Assim, o Museu Nacional de Antigüidades da Escócia, a Comissão de Energia Atômica Dinamarquesa de Risö e o Centro Francês de Estudos Nucleares de Fontenay-aux-Roses, em exames paralelos de termoluminescência, concluíram que as peças eram autênticas, datadas de pelo menos 2500 anos (cerca de 500 a.C.). Posteriormente foram realizados testes de carbono-14 em diversos ossos com inscrições; obteve-se uma datação de pelo menos 8 mil anos, havendo inclusive algumas peças que atingiram 12 mil anos.

Apresentei minha proposta de decifração ao Museu de Glozel (França) em 2006 e a mesma está publicada ali desde então (veja o link dos trabalhos em Inglês - http://www.museedeglozel.com/Trad2000.htm#Stekel) Só agora disponibilizei o material em Português.

Leia o texto completo em: http://revistahorizonte.blogspot.com/2008/01/glozel-decifrado-proposta-de-decifrao.html#links

Leia a decifração completa das tabuletas de Glozel e outros materiais em osso, pedra e anéis de xisto em: http://hierolinguistica.blogspot.com/2008/01/glozel-decifrado-proposta-de-decifrao.html

Importante destacar que esta é uma das poucas propostas de decifração de línguas antigas feitas por pesquisador brasileiro.

Anónimo disse...

Acho que o livro de Robert Charroux nos deixa uma optima perspectiva sobre a História não oficial, mas factual. Erich von Däniken é ainda outro escritor, com grandes bases de pesquisa, que faz a ligação entre as diferentes civilizações...se tal for mesmo verdade a nossa História sofre uma enorme reviravolta...
Aquilo que eu acho realmente é que não querem que tal aconteça...ainda há muita coisa escondida, por exemplo na biblioteca do Vaticano...porquê esconder algo que é património mundial? Porque é que só o Papa e altos sacerdotes têm acesso a isso? Ainda por cima nas bases de uma religião tão falsa? Caso não tenham visto o documentário Zeitgeist aconselho seriamente a ver.
Há tanta coisa intrigante neste mundo...para comentar tais factos, interligando-os entre si, seria preciso escrever um livro...

Blog da Renata disse...

Gostei muito do da forma q voce descreveu esta história mas queria que visse o ponto de vista de Joélle Chevé .